Quando olho pra trás, pela janela da vida, esfrego o olhar, deixo atentos os ouvidos, levo minhas memórias numa viajem sem arrependimentos. Mesmo porque deles não quero lembrar!
E penso que certos detalhes poderiam ter sidos evitados, outros teria feito diferente. Mesmo assim, com o olhar atento e coração aos pulos, enfrento a mim mesma...
E este enfrentamento é de amor e por amor. Sobre ele. Sobre como afeta a nossa vida. A realidade de meus dias, que foram amplos, claros e cristalinos, como os sonhos que não vivi. Como as frases que foram cortadas antes de amadurecerem.
Devo dizer a mim, porque de certa forma, só a mim interessa, que todas as vezes que deixei de dizer as minhas verdades, que não olhei nos olhos de quem amei e amo, deixei de ser eu mesma, pois o amor é para sempre. Não importa quanto de abrigo damos a ele, quanto acalentamos dentro de nós a ousadia de amar mais ainda.
Este viver que invade cada recôndito do ser, que te obriga a olhar pra dentro de si; que te exige apenas compreensão do amar do outro; que não pode cobrar reciprocidade. Apenas deixar ali e ser recíproco, se puder...
Matar a fome do amor, amando sempre...
Falamos tanto do tempo, transformando-o num inimigo feroz. Devorador de nossas melhores horas e um sarcástico amigo, quando vem a saudade...
Ah!!! Quando vem a saudade... essa dor que não dói, mas que vem tão pequena e se transforma numa chaga imensa com o passar dos minutos, quando o tempo escorre entre os dedos.
E o causador da saudade não chega, não vem, não invade nossa vida, fincando ali apenas sua bandeira e suas pegadas.
É imenso o amor.
E de repente ele chega sorrateiro, pisando de leve, demarcando teu poder transformador...E a gente acorda, ressurgindo das cinzas.
Cicatrizando as antigas feridas, sulcos abertos nas muralhas de nossos medos.
Quantas vezes evitamos a felicidade por medo de que, se a aceitarmos, ficamos dela refém. E não aceitaremos mais contar o tempo sem que ela esteja presente como uma água na colina.
E desta maneira, vamos indo, ao encontro tão esperado!
Sermos absurdamente felizes! Completamente dignos de sermos... felizes!
Diante de todas as dificuldades!
Diante de todos os nãos!
Diante de todas as cicatrizes!
Pois somente assim, estaremos inteiros para sentir o poder latente da vida que grita por si só!
"TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL PELO QUE CATIVAS", já dizia Antoine de Saint-Exupéry no Livro "O Pequeno Príncipe".
Fico refletindo sobre esta frase e chego, algumas vezes, a concordar com ela. Mas, será isso justo?
Por tantas vezes cativamos alguem sem ter conciência disso.
Apenas as conquistamos.
Mas, e se não houver reciprocidade?
Como fazer para ter a dita responsabilidade?
Nos meus tempos idos, de menina, eu vivi isso, enúmeras vezes.
Havia um menino lindo, que passava as madrugadas, sentado com seu enorme cão, na calçada, em frente a minha casa, olhando fixamente para a minha janela, esperando que eu fosse abrí-la. Fato que nunca aconteceu.
Eu ficava olhando para ele também, do lado de dentro, escondida atras da cortina, com o coração cheio de dor.
Não adiantava eu conversar com ele. Pedir que não mais fizesse isso.
Era inútil. Na próxima madrugada, lá estava ele com seu cachorro e com o coração cheio de esperanças.
Ele, sem perceber, me ensinou a ser perseverantemente inquieta.
Será mesmo que fui responsável pelo que ele sentia?
Pela esperança que ele guardava em sim ou pelo desamor que eu posso ter causado nele?
Essa dúvida ainda me aflige...


Regras: pegue o selinho, responda a pergunta (O que é mágico para você?), repasse para 10 blogs, indique de onde ganhou o selinho e ilustre com uma imagem.
O que é mágico para mim?
Nossa! Difícil isso...até porque vejo magia em tantas coisas! Mas, vou como Jack, por partes:
*O nascer de uma criança; O afago de quem se ama; O entardecer na praia; Um dia de sol depois da tempestade; A paixão que nasce num primeiro olhar; Os acordes de uma música; As cores do arco-iris... *Mágico, mágico mesmo, é sonhar e ver o sonho desenvolver-se até o fim.
Os 10 Blogs que indico: