sexta-feira, junho 4

FALAR DA PESSOA QUE AMO




Falar da pessoa que eu amo, é ler um livro em braile, é sentir para saber.
É falar do olhar ainda não lapidado, que nos faria Julgá-la de forma incompleta. Ela, mais do que aquele lindo sorriso, da inocência de filha caçula, dos movimentos sensuais ao sair do mar. É preciso sentir o calor que ela emana, a vibração que suas palavras provocam ao ouvido atento, é o conforto de ver chegando perto o eternizar de um suspiro momento.
Falar da pessoa que amo, é reconhecer bondade, é ainda ter fé na humanidade. É a alegria de uma manhã de chuva, da nostalgia de se manter na cama numa tarde ensolarada. É falar da goteira silenciosa em nossas vidas, insistente em não ser fechada.
Falar da pessoa que amo, é o carnaval fora de época, é o tempo em euforia. É dançar enquanto anda, é cantar enquanto cozinha. É amar enquanto se vive, é aprender com o próprio limite. É falar de medos que nos acorrentam como elefantes, é ter moralidades, sabores, segredos e nuances.
Falar da pessoa que amo é o silêncio da madrugada, do sono que foge para Paris e não volta a telefonar. É a intranqüilidade do momento, é não viver de pensamentos, é comer sem preconceito, é beber sem exageros. É rebeldia almejada em corpo moldado. É a coceira de um stress apunhalado, é o vermelho na cara de uma boa risada, é beleza numa frase sussurrada.
Falar da pessoa que amo é padecer no paraíso, com vista para o mar, um beijo sem aviso, juntar tesão e amor no mesmo orgasmo. É falar das lágrimas numa poesia recitada, com felicidade ao fim do dia, com amor no coração cheio, por ser tantas vezes, mulher, menina e fada.
Falar da pessoa que amo...é amar esse amor! 


ATENÇÃO: ENCONTRO DE BLOGUEIRAS NO ESPÍRITO SANTO!

segunda-feira, março 22

PASSEANDO PELA JANELA...

Quando olho pra trás, pela janela da vida, esfrego o olhar, deixo atentos os ouvidos, levo minhas memórias numa viajem sem arrependimentos. Mesmo porque deles não quero lembrar!
E penso que certos detalhes poderiam ter sidos evitados, outros teria feito diferente. Mesmo assim, com o olhar atento e coração aos pulos, enfrento a mim mesma...
E este enfrentamento é de amor e por amor. Sobre ele. Sobre como afeta a nossa vida. A realidade de meus dias, que foram amplos, claros e cristalinos, como os sonhos que não vivi. Como as frases que foram cortadas antes de amadurecerem.
Devo dizer a mim, porque de certa forma, só a mim interessa, que todas as vezes que deixei de dizer as minhas verdades, que não olhei nos olhos de quem amei e amo, deixei de ser eu mesma, pois o amor é para sempre. Não importa quanto de abrigo damos a ele, quanto acalentamos dentro de nós a ousadia de amar mais ainda.
Este viver que invade cada recôndito do ser, que te obriga a olhar pra dentro de si; que te exige apenas compreensão do amar do outro; que não pode cobrar reciprocidade. Apenas deixar ali e ser recíproco, se puder...
Matar a fome do amor, amando sempre...
Falamos tanto do tempo, transformando-o num inimigo feroz. Devorador de nossas melhores horas e um sarcástico amigo, quando vem a saudade...
Ah!!! Quando vem a saudade... essa dor que não dói, mas que vem tão pequena e se transforma numa chaga imensa com o passar dos minutos, quando o tempo escorre entre os dedos.
E o causador da saudade não chega, não vem, não invade nossa vida, fincando ali apenas sua bandeira e suas pegadas.

É imenso o amor.

E de repente ele chega sorrateiro, pisando de leve, demarcando teu poder transformador...E a gente acorda, ressurgindo das cinzas.
Cicatrizando as antigas feridas, sulcos abertos nas muralhas de nossos medos.
Quantas vezes evitamos a felicidade por medo de que, se a aceitarmos, ficamos dela refém. E não aceitaremos mais contar o tempo sem que ela esteja presente como uma água na colina.
E desta maneira, vamos indo, ao encontro tão esperado!
Sermos absurdamente felizes! Completamente dignos de sermos... felizes!

Diante de todas as dificuldades!
Diante de todos os nãos!
Diante de todas as cicatrizes!

Pois somente assim, estaremos inteiros para sentir o poder latente da vida que grita por si só!

terça-feira, fevereiro 23

PASSADO

Sei que tua umidade já molhou outros lábios.
Sei que teu castelo já foi habitado.
Sei que tuas carícias tem gosto de lembranças.
Sei que outras naves já riscaram teu mar.
Sei que outros sais inundaram tua garganta.
Mas, não te peço que esqueça, porque teu passado me deu este presente!
Prefiro arrancar de ti rimas melhores em vez de roer a menor de tuas frases e não cair na armadilha do tempo.
A vida está nos esperando...
Vamos?

PARABÉNS, MAMÃE!

Hoje é um dia a mais no seu caminhar.
Mais um ano que se passou e uma ruga a mais em seu rosto amado.
E quantos encantos e desencantos em sua alma.
Mas, nao deves perder a fé na vida, pois quando tudo falha, ainda existe uma esperança: Cristo. E Ele não é um mito. É uma emoção. Um grito livre chamado esperança!
Hoje é um dia a mais no seu caminho e existem tantas batalhas ainda a serem travadas...
É preciso lutar, mãe!
Contra o medo, a solidão, a amargura, as dores físicas e principalmente, é preciso lutar contra o mal, o desrespeito, a falta de alegria.
Se o mundo é ruim, não desanimes, sê boa voce!
Não se iluda, mas também, não deixe de acreditar nas coisas boas da vida.
Existem, ainda, tantas coisas que não conheceu!
Tantas palavras que nao disse...
Tantos sentimentos que voce, ainda, não viveu...
Tantas pessoas que nao conheceu...
Olhe-se no espelho e veja refletido o que voce realmente é e quer ser.
Comece agora!
Não deixe passar mais um ano!!! (20/12/87)

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