sábado, março 6

DIVULGANDO - História de amor (linda)


Quero viver brincando assim...e de pique-e-se-esconde! hihihi


Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.

A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra ‘NEOQEAV’ num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando ‘NEOQEAV’ escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.
Eles escreviam ‘
NEOQEAV’ com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse.

Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

‘NEOQEAV’ era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho. Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar ‘NEOQEAV’ na última folha e enrolou tudo de novo.

Não havia limites para onde ‘NEOQEAV’ pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com ‘NEOQEAV’ rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.

Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.

‘NEOQEAV’ era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira.

Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília.

Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam.

Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.

Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós. Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida. Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar.

O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal.

Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso. Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.

Antes de cada refeição eles davam graças a Deus e bênçãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes. Como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.

O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, orando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu.

‘NEOQEAV’ foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó. Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez. Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser.

Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:

“Mas o que ‘NEOQEAV’ significa?”

Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você.

DIVULGANDO - Texto Depilação Cavada (comédia)


Não consegui encontrar a autora, se alguém souber seu paradeiro, favor deixar recado após parar de rir!


A PRIMEIRA DEPILAÇÃO

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.

Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
_..é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?

Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter
aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval

continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas

recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
-Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe de arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei
esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

DepilacaoCavada_screen3Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais,
vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

Filha da puta foi a mulher que inventou a "cavadinha".

Autor(a): anônimo(a)

O QUE VOCE QUER DA VIDA?

Eu quero mais sexo. Sexo amoroso e carnal.
Quero dançar e cantar mais.
Quero presenciar mais amanheceres na praia. Ver a lua descer e o sol ressurgir intenso, claro, como a agua desse mar...

Quero viver a vida plenamente. Sem arrependimentos, muito menos renúncias.
Quero gargalhar por causa das piadas, principalmente as que minha irmã, magistralmente, me conta, todas as vezes que nos vemos.
Quero liberar minhas energias que tantas vezes trancafio no sótão da normalidade em que me coloco. Por medo. Por loucura. Por insensatez.

Quero dar uma de doida...

Quero faz-de-conta. Pique-se-esconde, alto, baixo, com mão-na-parede...lembra?
Quero paz na vida e entre os homens.
Quero mais grana, mais gana, menos honrarias.
Quero tanto e tão pouco!

Quero somente o que eu tenho direito. A minha parte do galardão.
Não quero solidão. Quero movimento. Marés altas. Ondas grandes e muitos papos.
Não quero lágrimas. Só as de tanto rir.

Não quero falsos amigos, se é que amigos podem ser falsos...
Não quero jóias. Pensando bem, não as quero de jeito nenhum. Quero eu, me enfeitar!
Não quero tesouros. Quero recordações, cartas, fotos.
Não quero malas. Já bastam os meus medos...

Quero ter opinião própria. Minha visão. Ouvidos de ouvir, como minha mãe já dizia...
Quero ser tantas mulheres que eu conseguir. Uma por dia. Para não cansar quem comigo convive.

Ter várias faces e ser a mesma de sempre!
Quero que conte comigo. E que eu possa contar contigo.
Quero estar aqui. Plenamente inteira à espera de grandes novidades...

E voce, o que quer?

sexta-feira, março 5

CONFORMADA, EU?

Porque tenho que me conformar com a sua expectativa para mim?
Não nasci conformada. Essa é a minha característica mais forte.
Por mais que pensem ao contrário, por mais que eu passe essa imagem.

Eu naõ estou conformada com nada do que eu seja ou pelo que possuo.

Minha busca é diária. Minha luta por mudanças é cotidiana.
Não quero casa, quero movimento.
Quero entra e sai de sentimento.
Quero deter os bons momentos e me livrar do mal, que sempre me persegue.

Quero a liberdade de pintar as minhas asas, sem combinar cores.
Quero ver meus filhos, crescerem e terem seus próprios amores.

Só sou exigente comigo mesma!

Te concedo o direito de ser quem deseja. De estar feliz, mesmo que eu não esteja!

Vivo em guerra comigo mesma.
Tentando mudar, alterar as estratégias. Renovando meu modo de julgar, sem condenar...
As vezes sou fraca, demente, outras tantas pareço um gigante. Com coragem, força e determinação.

Um dia acordo mocinha, pura e casta à procura do meu principe, noutro sou guerreira, promovo lutas, não quero amor, nem dor, nem mel. Quero armas! Quero guerra!

Quero ser faceira e me entregar inteira ao primeiro viajante que souber me ganhar.
Quero céu, sol, luz sobre a minha cabeça.
Quero colo, abraço, alento e um homem que me diga:

- VOCÊ É DOIDA VARRIDA,
DE SANTA NADA TEM.
É PUTA QUANDO LHE CONVÉM!
MAS, É AMADA, É QUERIDA, É TUDO QUE EU ESPERAVA ENCONTRAR EM ALGUÉM!

O AMOR MORREU!

E agora, José? Já dizia o poeta.
O amor morreu...
Depois de milhares tentativas de salvá-lo da doença que é a indiferença, ele se foi...E já foi tarde!
Morreu sim. Mas, levou consigo todo o pecado da agonia, do ciúme,, dos mal-tratos, da insegurança.

Levou também os gritos, as lamúrias, as agressões físicas e morais, as saudades sem sentido, o medo de perder o que já estava perdido.

Depois de tantas lutas para recuperar o viço, o brilho, o tremor das palavras e das mãos, as batidas aceleradas do coração, os arrepios na pele que só desejava seu toque, o gosto gostoso da boca sedenta por beijo, ele se foi...

Não deixou, como eu esperava, nenhuma marca, nem carta, nem lembrança. Apenas alívio e vazio.

Então, D. Afrodite, senhora Deusa do Amor, se houver uma próxima vez, me mande um amor que honre seu nome. Que venha limpo e de roupas novas. Com brilho nos olhos e com certezas, para fazer morada em mim. Que não tenha dúvidas e nem dramas de conciencia, e de preferência, sem passado nem estórias de ex-amor.

Que traga a felicidade que levou emprestada e a vaidade que me roubou, achando que sem a presença dela em minha vida, teria forças contra mim.

Ele, o Amor, se foi e levou tudo de mim...

Tudo o que eu não queria mais!!

Bem, deixe eu preparar seu funeral...Tenho pressa de recomeçar!!

segunda-feira, março 1

JÁ QUE ESTÁ, DEIXA!

Quantas vezes sentenciamos nossa vida com esta frase terrível?

Colocamos nossos desejos, nossas necessidades, muitas vezes vitais, em segundo plano, para que esta sentença sobreviva e nós perecemos.

Por receio de contestar e sermos mal entendidas, mal interpretadas. Sempre o medo.
Não queremos mais aborrecimentos. Encurtamos assim, sem meias palavras, nem palavras inteiras, nossa vontade. Nos deixamos para lá! Podadas e ainda insatisfeitas.

Eu mesma já fiz isso tantas vezes. Vezes demais, creio eu!

Não era o amor planejado. Mas, já que era o que havia no momento...então, deixa!

A roupa não ficou do jeito que eu pedi. Ah! deixa pra lá!

Não foi isso que eu disse. Mas, se entendeu assim, fazer o que, né? Deixa.

E por aí vamos...

Isso se chama preguiça de mostrar a cara. De se colocar. De levantar da cadeira. De apontar o dedo. De dizer o que pensa...

Só porque "acha" que vai perder o seu tempo precisoso tentando explicar o que não interessa para ninguém. Então, se for assim, não interessa mesmo! Nem para voce!

O problema é esse "achismo"...

Para mim, BASTA de ser assim. A vida vai ter que me ouvir. Não vai mais me deixar na mão.

Não foi esse amor que eu pedi. Quero um amor de verdade e meu pedido vai ter que vir nos conformes: Alto, moreno, sensível, especial, com uma leve barriguinha. Vai poder me beijar em público, pode gargalhar bem alto por causa de uma boa piada, pode ser feliz, pode deixar a mulherada babando de inveja de mim. E pode, final e deliciosamente fazer amor como Eros. Só não pode ser chato, ciumento, nem implicante. Não pode também ter muitas outras prioridades. A que não irá me deixar triste, é um futebolzinho aos sábados de manhã, no meu horário, do salão. No mais, a prioridade, sou eu!

O modelo precisa vir como solicitado. E se vier, se eu for, fielmente atendida, a roupa pode deixar para lá!!



sexta-feira, fevereiro 26

HOMENS SÃO SERES ENGANADORES?

Bem, tenho muitas amigas que dizem que sim. Questionam sempre a dualidade nas personalidades masculinas que atravessam seus caminhos. Chegam, mesmo a sentir-se enganadas, ludibriadas nas suas interpretações sobre eles.

Se dão ao luxo de tentar!!!

Nos primeiros encontros todos, homens e mulheres, na minha singela opinião, tantas vezes constatadas, se vestem de pavão. Colorem uma cena aqui outra acolá. Com o propósito de conquistar. Uma fantasia onde os problemas são nenhum e as belezas, tantas. É assim desde sempre, vivemos das aparências. Além da física, também a moral.

Todos somos flexíveis como o bambú, à primeira vista. Depois mostramos nossa verdadeira cara. Fazemos gênero e brincamos de gente grande, centrada, coesa, sem nenhuma intransigência. Afinal o momento agora é de conquistar. Precisamos causar impacto. Tentamos ser diferentes. Sendo exatamente iguais.

Se falamos a "nossa" verdade, assustamos o outro. Não há muitas pessoas interessadas nisso, porque, na verdade, estamos buscando nosso príncipe ou princesa encantados. Quando descobrimos que os tais não passam de sapos, levamos um baita susto.

Quem mandou procurar fantasia?

A vida real é multifacetada, assim como os seres que a habitam. O que é bom para mim, pode não ser para voce, ou vice-versa. Está mais do que na hora da gente abandonar os velhos clichês e percebermos que o ser está em contínuo processo de transformação. Cada qual com as suas.

Então vamos procurar gente de verdade, de carne, ossos, defeitos e qualidades e colocarmos em nossas cabeças, definitivamente, que para abrir um presente, muito bem embrulhado, é preciso rasgar a embalagem. E a surpresa fica por conta de cada expectativa sua. As que voce mesma criou. Sua responsabilidade.

Homens e mulheres, enigmas que se traduzidos em sua sincera essência não causarão assim tanto furor. E é melhor que seja assim mesmo. Afinal, quem aguenta viver numa corda bamba por muito tempo? As máscaras sempre caem com a convivência. Ainda bem que temos alguma chance!!

Quem não tiver nenhum pecado, que atire a primeira pedra!!


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